Sugestão de Leitura - O Retrato de Doryan Gray - Oscar Wilde



Acabei de reler o único romance do genial escritor irlandês Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde, mais conhecido como Oscar Wilde, sua obra prima O Retrato de Dorian Gray.

Dorian Gray era um um jovem londrino de rara beleza, um verdadeiro Deus Grego na acepção da palavra, tanto que serviu de modelo para que o talentoso pintor, e apaixonado por Dorian, Basil Hallward, o pintasse em uma tela extraordinária que, de tão perfeita, levou o próprio Gray a se apaixonar pela própria pintura.

Influenciado por Henry Wotton, um crítico social da era vitoriana, aristocrata cínico e defensor do hedonismo, o até então ingênuo Dorian Gray começa a levar uma vida dupla de prazeres homo e heterossexuais pelo guetos e pela High Society londrina.

O raposa velha do Henry Wotton deturpa tanto a mente de Dorian que este trata com desdém até o suicídio de Sibyl Vane, o primeiro grande amor de Dorian, uma jovem atriz que interpretava personagens shakespeareanos em um teatro de terceira categoria.

Com o passar dos anos Dorian permanece jovem, enquanto o seu retrato envelhece, fica enrugado e mostra todos os sinais dos pecados e da vida dissoluta de Dorian. Todas as mágoas, as dores, as contrariedades, os crimes de Dorian são retratados pelo seu quadro que fica escondido no sótão de sua mansão, para que ninguém descubra seu segredo: o retrato captou e reflete sua alma.

O retrato de Dorian Gray é uma obra-prima que reflete o brilhante frasista que Oscar Wilde era e sua completa aversão às convenções sociais da Inglaterra do século XIX. Embora seja um retrato da decadência moral, é uma enredo profundamente filosófico que nos leva a refletir sobres os porquês da vida. 

Recomendo que leiam cada parágrafo com atenção, pois não é uma leitura fácil; é um texto cheio de argumentos e tem que ser digerido com calma para não se perder o foco no enredo.


Raimundo Freire.

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