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terça-feira, julho 15, 2014

Prosa Poética : Fragmentos



Peguei a sacola das minhas ilusões
E saí juntando os fragmentos de mim
Que deixei pelo caminho, ao vento
Como conchas na beira da praia
Esperando que alguém as recolha
Para fazer seus castelos de areia
Mas não, não se fazem castelos jamais
Com pedaços alheios esquecidos
Castelos são feitos de sonhos
Guardados nas suas mãos em concha.
Fragmentos guardados no peito
Em forma de sentimentos
Acabam escorrendo pelos olhos
Se precipitando em forma de lágrimas
Nas areias da praia que caminhei com você
Fragmentos depositados aos teus pés
Como ondas apagando as pegadas
Desenhadas por cada beijo teu em mim
Fragmentos que escorrem pelos dedos
Em forma de poesia multicolor
Como gotas no oceano das paixões
Pequenas, mas unidas e inseparáveis
Como minhas mãos unidas às tuas 
Te conduzo para além da arrebentação
Onde o mar é calmo e o amor é profundo
Onde nossos fragmentos se juntam
E se tornam eternidade...


Raimundo Salgado Freire Júnior

segunda-feira, junho 30, 2014

AMIGA



Deixa-me ser a tua amiga, Amor, 
A tua amiga só, já que não queres 
Que pelo teu amor seja a melhor, 
A mais triste de todas as mulheres. 

Que só, de ti, me venha mágoa e dor 
O que me importa a mim?! O que quiseres 
É sempre um sonho bom! Seja o que for, 
Bendito sejas tu por mo dizeres! 

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho ... 
Como se os dois nascêssemos irmãos, 
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho ... 

Beija-mas bem! ... Que fantasia louca 
Guardar assim, fechados, nestas mãos 
Os beijos que sonhei prà minha boca! ... 


Florbela Espanca

domingo, junho 22, 2014

A Melancolia de Uma Página em Branco



Uma página em branco...
Tanta coisa pra dizer
Esse amor inconcebível
Vontade de te preencher
Essa atração irresistível
Vontade de escrever

Uma página em branco
É um coração triste e frio
Batendo sem graça, solitário
É como um ator sem cenário
Num grande teatro vazio

Uma página em branco
É como um jardim sem flor
É como um gramado no barranco
Uma pracinha sem banco
Um jardineiro sem amor

Uma página em branco
É como um braço vazio
Sem outro braço para abraçar
É como um vento vadio
Sem brasa para assoprar

Uma página em branco
É como um poeta sem pena
Sem musa, sem inspiração
Sem a rima sutil e plena
Sem lápis, papel e borrão

Uma página em branco
É como um rio sem água
Caminho de pedra, infeliz
sem peixe, sem vida, só mágoa
Pescador de cicatriz

Uma página em branco
esperando ser escrita
Por versos inconcebíveis
De uma mão infinita
De um poeta nordestino
Que escreve, mas acredita
Em vida, amor, em destino

Páginas em branco
São como eu, sem você
Uma poesia sem por quê
Um sorriso entristecido
Um sol sem calor
Um verso deprimido
Um poeta sem amor.


Raimundo Salgado Freire Júnior

quinta-feira, junho 05, 2014

Poesia em Música: De Janeiro a Janeiro


Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar
Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer que eu não posso chorar
Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A consequência do destino é o amor
Pra sempre vou te amar
Mas talvez você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar
Roberta Campos

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