segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Sugestão de Leitura: O Anjo Caído - Daniel Silva



Acabei de ler, e recomendo, o excelente livro de ficção O Anjo Caído, de Daniel Silva, 272 páginas, publicado pela Editora Arqueiro em 2013. Primeiro lugar na lista do mais vendidos do "The New York Times".

Com o mesmo estilo de Dan Brown, Daniel nos conta uma das aventuras de Gabriel Allon um agente aposentado do serviço de inteligência de Israel (Mossad), trabalhando atualmente como restaurador de obras de arte no Vaticano.

O homicídio de Cláudia Andreati, conceituada curadora de arte do Vaticano, acontece em plena Basílica de São Pedro e o poderoso secretário pessoal do Papa Paulo VI, o monsenhor Luigi Donati, pede a Gabriel Allon que investigue o caso.

Gabriel descobre que a falecida tinha descoberto segredos perigosos envolvendo o comércio ilegal internacional de antiguidades e obras de arte, envolvendo gente poderosa do Banco do Vaticano e até o financiamento do Hezbollah, grupo terrorista islâmico, inimigo mortal de Israel, dos Judeus e do Cristianismo.

Eu sua busca Gabriel Allon nos leva pelos corredores do vaticano, pelas catacumbas de Jerusalém, pelas galerias de arte da Europa,  em uma autêntica saga de história da arte, com todos os ingredientes de um bom enredo policial: amantes, espiões, ladrões, dinheiro, paixões e muitos, muitos segredos...


Raimundo Salgado Freire Júnior

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Coração Selvagem



Meu bem
Guarde uma frase pra mim
Dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim
Sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja
No seu copo, no seu colo e nesse bar

Meu bem
O meu lugar
É onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa
Eu quero o que a alma deseja

Arco-íris, anjo rebelde
Eu quero corpo
Tenho pressa de viver



Mas, quando você me amar
Me abrace
E me beije bem devagar
Que é pra eu ter tempo
Tempo de me apaixonar
Tempo pra ouvir o radio no carro
Tempo para a turma do outro bairro
Ver e saber que eu te amo

Meu bem
O mundo inteiro 
Está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante
Depois do meu beijo quente
Sim, já é outra viagem
E o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver

Meu bem
Mas, quando a vida nos violentar
Pediremos ao Bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida pisa devagar
Meu coração, cuidado, é frágil
Meu coração é como um vidro
Como um beijo de novela

Meu bem
Talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, a minha fúria
E essa pressa de viver
Esse jeito de deixar
Sempre de lado uma certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples
Alegria de ser

Vem viver comigo
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem

Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem

Talvez eu morra jovem
Em alguma curva do caminho
Algum punhal de amor traído 
Completará o meu destino

Vem viver comigo
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem.


Belchior

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Não Há Quem Passe




Há quem passe por um jardim e só veja o esterco
Ha quem passe por uma floresta e só veja madeira
Há quem passe por uma praia e só veja deserto
Há quem passe por um poema e só veja palavras

Há quem passe por uma igreja e só veja fanáticos
Há quem passe pelo Natal e só veja presentes
Há quem passe por um homem e só veja um  bolso
Há quem passe por uma mulher e só veja uma bunda


Há quem passe por uma chuva e só veja os raios
Há quem passe por um dia de sol e só veja calor
Há quem passe por um mangue e só veja lama
Há quem passe por um livro e só veja a capa

Há quem passe por uma biblioteca e só veja mofo
Há quem passe pela liberdade e só veja solidão
Há quem passe pelo casamento e só veja uma prisão
Há quem passe pela dor e só veja desespero

Há quem passe pelo amor e só veja posse
Há quem passe pela distância e só veja saudade
Há quem passe pela amizade e só veja interesse
Há quem passe pelo sexo e só veja prazer

Há quem passe pelo sucesso e só veja a sorte
Há quem passe pela vida e só veja a morte!
Há quem passe pelos filhos e só veja despesa
Há quem passe pelo perdão e só veja fraqueza

Mas, não...

Há quem olhe  meus olhos e não veja teu sorriso
Há quem olhe você e não veja tudo que eu preciso.
Há quem passe pela minha alegria e não veja o porquê
Há quem passe pelo meu coração e não veja você!


Raimundo Salgado Freire Júnior

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Puro e Verdadeiro



Como ouro puro de brilho verdadeiro
Brilha o nosso amor no horizonte
Entre montanhas, serras e quilômetros que nos separam
Está escrita a dor da saudade que nos acorrenta
Uma odisseia que mais parece um filme
Com roteiro escrito a duas mãos
Com encontros perfeitos e despedidas dolorosas
Com abraços intermináveis e beijos inesquecíveis
Com sorrisos autênticos e lágrimas indisfarçáveis
E o que parecia quase nada, virou sempre tudo
E os olhares de carinho e de desejo insistiam em brotar
Como orvalho que beija as flores durante toda uma noite
Nossos beijos se consumiam até o amanhecer
E o tempo, esse carrasco dos amores impossíveis
Não conseguiu desfazer o laço eterno que nos uniu
E mesmo quando estás ao meu lado presente
Sinto saudades como se estivesse ausente
Um amor puro e verdadeiro, o último e o primeiro
Do resto de nossas vidas, um amor tão perfeito,
Feito sob medida, que só cabe em nós dois...


Raimundo Salgado Freire Júnior



sexta-feira, dezembro 18, 2015

Mulher de Quarenta



Mulher que já não se ilude mais
Com quem só tem bens materiais
Mulher que sabe aquilo que quer
Quem não tem medo de outra mulher
Nem mais nova, nem da bunda dura
Sabe que corpo novo é bom, mas pra aventura

Já não tem o viço da afoita mocidade
Mas também não tem o vício da futilidade
Já não tem aquela barriga sem pança
Mas também já não sofre com a insegurança
Na cama, já não é uma menina boba
Suga, morde, amassa, ama como uma loba.

Abomina homem imaturo, artificial
Que mente, manipula, e nem sabe usar o tal
Não cai na besteira de botar um galho nela
Ou a tua vai ter mais chifre que em briga de novela
Seja gentil, mas seja viril, trate-a com delicadeza
Seja homem pra merecer as delícias de sua beleza

Se você não a quiser, vai ter um melhor que a quer
Mulher de quarenta meu amigo, essa sabe ser mulher
Não é questão de idade, mas de maturidade
Pois tem velha safada que ainda curte promiscuidade
Se o que você gosta é de mulher ciumenta
Não procure tal vilania numa mulher de quarenta

Cabeça coroada por algum cabelo branco escondido
Melhor que muita nova de cabeça vazia e cabelo tingido
Não põe sua felicidade na mão de nenhum homem bisonho
Trabalha, é independente, corre atrás do próprio sonho
Não implica com teus filhos, pois ela tem os seus
Sabe que filho é pra sempre, um belo presente de Deus.

Mulher de quarenta a vida te treinou, você agora dá aula
Sabe o que é amar, não aceita viver numa jaula
Gosta da boa leitura, aprecia um bom vinho
Com uma mulher de quarenta você não conversa sozinho
Você quer um amor tranquilo, que a cada dia só aumenta?
Não desgrude, valorize, a tua mulher de quarenta.



Raimundo Salgado Freire Júnior.











terça-feira, dezembro 01, 2015

Sentado ao Teu Lado



A lua desenhava um rastro de luz 
Na superfície intrépida do oceano
O sol dourado beijava o horizonte 
Despedindo-se daquele dia majestoso
Parece que o tempo parou, boquiaberto
Eternizando aquele cenário
Em nossas memórias felizes
Nossas pernas suspiravam trêmulas
Do banquete soberano dos casais
Segurava tua mão com força
Mas não tinha força pra segurar
A emoção que brotava pelos corpos
Você me beijava com os olhos
E eu te abraçava com meus sorrisos
Teus cabelos brilhavam mais que as estrelas
Que se aproximavam com o cair da noite
O silêncio cantava acordes de amor e alegria
Nenhuma palavra precisava ser dita
Pois o amor já havia feito seu discurso...
A noite se insinuava sorrateiramente
Anunciado que aquilo era apenas o prelúdio
De loucuras românticas e exageros
Infinitamente meticulosos e geniais
E não haveria neste mundo
Lugar melhor pra ficar, do que ali...
Sentado ao teu lado.


Raimundo Salgado Freire Júnior



quarta-feira, setembro 23, 2015

Enquanto Dormes



Enquanto dormes...
As oportunidades escorrem pelos dedos teus;
Tempo precioso é desperdiçado;
As ervas daninhas insistem em crescer;
As amarguras se dilatam.
Enquanto dormes...
O lixo se acumula em tua casa;
Tua flor não molhada definha lentamente;
Teus livros não são lidos;
Tua história deixa de ser escrita.
Enquanto dormes...
Os acordados sonham;
Lobos espreitam tua porta invigiada;
A poeira da mesmice corrói tua vida;
A decepção faz planos.
Enquanto dormes...
A vida cobra o preço da tua inércia;
Vais te tornando invisível aos poucos;
O tempo não tolera desaforos;
E a dor é o grande despertador da vida....


Raimundo Salgado Freire Júnior

terça-feira, setembro 15, 2015

Meus Versos Escorpianamente Exagerados



Quando lês o que escrevo
Sinto a sede dos teus olhos
Lambendo cada sílaba
Dos meus versos hiperbólicos
Quando lês o que escrevo
Estás lendo a minha alma
Escondida atrás da minha cortina de carne
Sentada na confortável sala do meu coração
Quando lês o que escrevo
Fazes eu me sentir desnudado
Pois tu vês tudo que há em mim
Cada capítulo do meu eu
E mesmo quando escrevo meus barulhos
Meus versos escorpianamente exagerados
Você consegue ler até os meus silêncios
Desvenda os meus segredos impublicáveis
Por isso me encanta escrever pra te encantar
E enquanto minha imaginação for possuída
Por essa vontade descarada de escrever
Rasgarei o meu peito com minha caneta
E deixarei escorrer, como beijos, aos teus pés
Todos os versos que fiz pra você!

Raimundo salgado Freire Júnior

quinta-feira, setembro 03, 2015

O Que é Poesia?



Mas, afinal, o que é poesia?
Me perguntam com cara de choro
E eu que não degusto um desaforo
Respondo àquela alma vazia

Na linguagem comum
De quem não leu livro algum
É um texto em verso escrito 
Metrificado, rimado, por escritor erudito

Mas a essência da poesia é a palavra
É a arte da palavra que se lavra
É dizer o comum de forma original
É dizer poeticamente aquilo que é banal.

São comparações inusitadas
Metáforas criativas, com ou sem rima
São analogias bem costuradas
Poesia é fazer da palavra a obra-prima.

Poesia é a arte do dizer
De forma peculiar, diferente
É eternizar ao escrever
Aquele momento único, o que se sente.

O poeta? é o semeador de estrelas
No céu da saudade, da alegria e da dor
Um peregrino da imaginação bendita
Orgulhoso pai da metáfora nunca dita...


Raimundo Salgado Freire Júnior

segunda-feira, agosto 24, 2015

A Lágrima da Distância



Dançavam seus olhos
Na cortina do horizonte
O tambor da saudade insistia em bater
A lágrima da distância
Molhava a janela da sua alma apaixonada
Pulsavam em seu coração
As lembranças daqueles dias delirantes
Vividos sob a luz das brasas da paixão
Havia se entregado de corpo e alma
Para aquele homem incomum
Por aqueles momentos
Ela faria tudo de novo
Com um sorriso nos lábios
E uma certeza no coração
Aquele cara tinha nocauteado seus medos
Com a força da sua delicadeza
Com a violência da sua gentileza
Deixou em seu corpo o gosto do paraíso...
Sua boca ressecada
Pela falta dos beijos dele
Repete seu nome gostosamente
E cada respiração sua agora
É como o ponteiro do relógio
Marcando o tempo que falta
Para curar a dor
De, ainda, não poder respirar
O mesmo ar que ele respira...

Raimundo Salgado Freire Júnior




sexta-feira, agosto 21, 2015

Selvagemente Muda




Adoro ver-te selvagemente muda
Impossibilitada de falar, pois preenchida
Ajoelhada maliciosamente na minha frente
Sem poder falar e me deixando sem voz
Consumindo com força toda a minha força
Me arrebatando, deveras enlouquecido...
Minha chave fechou a porta da tua voz
E abriu o caminho da minha apoteose
Desesperando as minhas estruturas
Com a volúpia de um furacão insano...
Admiro como privilegiado observador
Teu olhar faminto e sedento de mim
Sinto meu corpo flutuar sob teu capricho
Tu te apoderas de cada gosto meu
O teu cheiro e teu suor jamais sairão de mim
Desnudo minha vontade de te coroar
E descortino o véu do teu sabor...
Sou como pipa soprada por tua boca
Vou às alturas e contemplo o mar
A linha do meu corpo presa em tuas mãos
Um movimento brusco e malicioso teu
E mergulho de cabeça sem medo
Mas com o coração dançando
Ao som das tuas cordas vocais...



Raimundo Salgado Freire Júnior



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