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segunda-feira, julho 04, 2016
O Silêncio Ajuda Sempre
O silêncio ajuda sempre:
Quando ouvimos palavras infelizes.
Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência nos procura.
Quando a ofensa nos golpeia.
Quando alguém se encoleriza.
Quando a crítica nos fere.
Quando escutamos a calúnia.
Quando a ignorância nos acusa.
Quando o orgulho nos humilha.
Quando a vaidade nos provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.
Meimei (Irma de Castro Rocha. 1922-1946)
quinta-feira, junho 30, 2016
O Poeta é Belo
O poeta é belo como o Taj-Mahal
feito de renda e mármore e serenidade
feito de renda e mármore e serenidade
O poeta é belo como o imprevisto perfil de uma árvore
ao primeiro relâmpago da tempestade
ao primeiro relâmpago da tempestade
O poeta é belo porque os seus farrapos
são do tecido da eternidade.
são do tecido da eternidade.
Mario Quintana
quinta-feira, abril 14, 2016
Poesia em Música: Esquecimento
Enquanto você para e espera
Eu ando, invado
Eu abro a porta e entro
Enquanto você cala quieta
Eu brigo, eu falo
Eu berro, eu enfrento
No canto dessa sala emperra
Eu ligo, acerto, eu erro
E eu tento
Enquanto você fala espera
Aflito eu fico e digo
Eu não entendo
Não sei por que você
Insiste em demorar
Eu quero que você
Diga já
Que seja no Japão
Jamaica ou Jalapão
No Jaraguá ou na Guiné
De charrete ou caminhão
De carro ou caminhando a pé
Eu vou
No banco sem guitarra elétrica
Com violão escrevo esse lamento
Pois como molha a água a pedra
Meu canto encerra o seu esquecimento
Não sei por que você
Insiste em demorar
Eu quero que você
Diga já
Que seja no Japão
Jamaica ou Jalapão
No Jaraguá ou na Guiné
De charrete ou caminhão
De carro ou caminhando a pé
Eu vou
Samuel Rosa e Nando Reis
segunda-feira, fevereiro 22, 2016
Sugestão de Leitura: O Anjo Caído - Daniel Silva
Acabei de ler, e recomendo, o excelente livro de ficção O Anjo Caído, de Daniel Silva, 272 páginas, publicado pela Editora Arqueiro em 2013. Primeiro lugar na lista do mais vendidos do "The New York Times".
Com o mesmo estilo de Dan Brown, Daniel nos conta uma das aventuras de Gabriel Allon um agente aposentado do serviço de inteligência de Israel (Mossad), trabalhando atualmente como restaurador de obras de arte no Vaticano.
O homicídio de Cláudia Andreati, conceituada curadora de arte do Vaticano, acontece em plena Basílica de São Pedro e o poderoso secretário pessoal do Papa Paulo VI, o monsenhor Luigi Donati, pede a Gabriel Allon que investigue o caso.
Gabriel descobre que a falecida tinha descoberto segredos perigosos envolvendo o comércio ilegal internacional de antiguidades e obras de arte, envolvendo gente poderosa do Banco do Vaticano e até o financiamento do Hezbollah, grupo terrorista islâmico, inimigo mortal de Israel, dos Judeus e do Cristianismo.
Eu sua busca Gabriel Allon nos leva pelos corredores do vaticano, pelas catacumbas de Jerusalém, pelas galerias de arte da Europa, em uma autêntica saga de história da arte, com todos os ingredientes de um bom enredo policial: amantes, espiões, ladrões, dinheiro, paixões e muitos, muitos segredos...
Raimundo Salgado Freire Júnior
quinta-feira, fevereiro 04, 2016
Coração Selvagem
Meu bem
Guarde uma frase pra mim
Dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim
Sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja
No seu copo, no seu colo e nesse bar
Meu bem
O meu lugar
É onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa
Eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde
Eu quero corpo
Tenho pressa de viver
Mas, quando você me amar
Me abrace
E me beije bem devagar
Que é pra eu ter tempo
Tempo de me apaixonar
Tempo pra ouvir o radio no carro
Tempo para a turma do outro bairro
Ver e saber que eu te amo
Me abrace
E me beije bem devagar
Que é pra eu ter tempo
Tempo de me apaixonar
Tempo pra ouvir o radio no carro
Tempo para a turma do outro bairro
Ver e saber que eu te amo
Meu bem
O mundo inteiro
Está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante
Depois do meu beijo quente
Sim, já é outra viagem
E o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver
O mundo inteiro
Está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante
Depois do meu beijo quente
Sim, já é outra viagem
E o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver
Meu bem
Mas, quando a vida nos violentar
Pediremos ao Bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida pisa devagar
Meu coração, cuidado, é frágil
Meu coração é como um vidro
Como um beijo de novela
Mas, quando a vida nos violentar
Pediremos ao Bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida
Vida pisa devagar
Meu coração, cuidado, é frágil
Meu coração é como um vidro
Como um beijo de novela
Meu bem
Talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, a minha fúria
E essa pressa de viver
Esse jeito de deixar
Sempre de lado uma certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples
Alegria de ser
Talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, a minha fúria
E essa pressa de viver
Esse jeito de deixar
Sempre de lado uma certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples
Alegria de ser
Vem viver comigo
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Talvez eu morra jovem
Em alguma curva do caminho
Algum punhal de amor traído
Completará o meu destino
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Talvez eu morra jovem
Em alguma curva do caminho
Algum punhal de amor traído
Completará o meu destino
Vem viver comigo
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem.
Belchior
Vem correr perigo
Vem morrer comigo
Meu bem
Meu bem
Meu bem
Meu bem.
Belchior
quarta-feira, janeiro 27, 2016
Não Há Quem Passe
Há quem passe por um jardim e só veja o esterco
Ha quem passe por uma floresta e só veja madeira
Há quem passe por uma praia e só veja deserto
Há quem passe por um poema e só veja palavras
Há quem passe por uma igreja e só veja fanáticos
Há quem passe pelo Natal e só veja presentes
Há quem passe por uma praia e só veja deserto
Há quem passe por um poema e só veja palavras
Há quem passe por uma igreja e só veja fanáticos
Há quem passe pelo Natal e só veja presentes
Há quem passe por um homem e só veja um bolso
Há quem passe por uma mulher e só veja uma bunda
Há quem passe por uma mulher e só veja uma bunda
Há quem passe por uma chuva e só veja os raios
Há quem passe por um dia de sol e só veja calor
Há quem passe por um mangue e só veja lama
Há quem passe por um livro e só veja a capa
Há quem passe por uma biblioteca e só veja mofo
Há quem passe pela liberdade e só veja solidão
Há quem passe pelo casamento e só veja uma prisão
Há quem passe pela dor e só veja desespero
Há quem passe pelo amor e só veja posse
Há quem passe pela distância e só veja saudade
Há quem passe pela amizade e só veja interesse
Há quem passe pelo sexo e só veja prazer
Há quem passe pelo sucesso e só veja a sorte
Há quem passe pela vida e só veja a morte!
Há quem passe pelos filhos e só veja despesa
Há quem passe pelo perdão e só veja fraqueza
Mas, não...
Há quem olhe meus olhos e não veja teu sorriso
Há quem olhe você e não veja tudo que eu preciso.
Há quem passe pelos filhos e só veja despesa
Há quem passe pelo perdão e só veja fraqueza
Mas, não...
Há quem olhe meus olhos e não veja teu sorriso
Há quem olhe você e não veja tudo que eu preciso.
Há quem passe pela minha alegria e não veja o porquê
Há quem passe pelo meu coração e não veja você!
Raimundo Salgado Freire Júnior
sexta-feira, janeiro 08, 2016
Puro e Verdadeiro
Como ouro puro de brilho verdadeiro
Brilha o nosso amor no horizonte
Entre montanhas, serras e quilômetros que nos
separam
Está escrita a dor da saudade que nos acorrenta
Uma odisseia que mais parece um filme
Com roteiro escrito a duas mãos
Com encontros perfeitos e despedidas dolorosas
Com abraços intermináveis e beijos
inesquecíveis
Com sorrisos autênticos e lágrimas
indisfarçáveis
E o que parecia quase nada, virou sempre tudo
E os olhares de carinho e de desejo insistiam
em brotar
Como orvalho que beija as flores durante toda
uma noite
Nossos beijos se consumiam até o amanhecer
E o tempo, esse carrasco dos amores impossíveis
Não conseguiu desfazer o laço eterno que nos
uniu
E mesmo quando estás ao meu lado presente
Sinto saudades como se estivesse ausente
Um amor puro e verdadeiro, o último e o
primeiro
Do resto de nossas vidas, um amor tão perfeito,
Feito sob medida, que só cabe em nós dois...
Raimundo Salgado Freire Júnior
sexta-feira, dezembro 18, 2015
Mulher de Quarenta
Com quem só tem bens materiais
Mulher que sabe aquilo que quer
Quem não tem medo de outra mulher
Nem mais nova, nem da bunda dura
Sabe que corpo novo é bom, mas pra aventura
Já não tem o viço da afoita mocidade
Mas também não tem o vício da futilidade
Já não tem aquela barriga sem pança
Mas também já não sofre com a insegurança
Na cama, já não é uma menina boba
Suga, morde, amassa, ama como uma loba.
Abomina homem imaturo, artificial
Que mente, manipula, e nem sabe usar o tal
Não cai na besteira de botar um galho nela
Ou a tua vai ter mais chifre que em briga de novela
Seja gentil, mas seja viril, trate-a com delicadeza
Seja homem pra merecer as delícias de sua beleza
Se você não a quiser, vai ter um melhor que a quer
Mulher de quarenta meu amigo, essa sabe ser mulher
Não é questão de idade, mas de maturidade
Pois tem velha safada que ainda curte promiscuidade
Se o que você gosta é de mulher ciumenta
Não procure tal vilania numa mulher de quarenta
Cabeça coroada por algum cabelo branco escondido
Melhor que muita nova de cabeça vazia e cabelo tingido
Não põe sua felicidade na mão de nenhum homem bisonho
Trabalha, é independente, corre atrás do próprio sonho
Não implica com teus filhos, pois ela tem os seus
Sabe que filho é pra sempre, um belo presente de Deus.
Mulher de quarenta a vida te treinou, você agora dá aula
Sabe o que é amar, não aceita viver numa jaula
Gosta da boa leitura, aprecia um bom vinho
Com uma mulher de quarenta você não conversa sozinho
Você quer um amor tranquilo, que a cada dia só aumenta?
Não desgrude, valorize, a tua mulher de quarenta.
Raimundo Salgado Freire Júnior.
Já não tem aquela barriga sem pança
Mas também já não sofre com a insegurança
Na cama, já não é uma menina boba
Suga, morde, amassa, ama como uma loba.
Abomina homem imaturo, artificial
Que mente, manipula, e nem sabe usar o tal
Não cai na besteira de botar um galho nela
Ou a tua vai ter mais chifre que em briga de novela
Seja gentil, mas seja viril, trate-a com delicadeza
Seja homem pra merecer as delícias de sua beleza
Se você não a quiser, vai ter um melhor que a quer
Mulher de quarenta meu amigo, essa sabe ser mulher
Não é questão de idade, mas de maturidade
Pois tem velha safada que ainda curte promiscuidade
Se o que você gosta é de mulher ciumenta
Não procure tal vilania numa mulher de quarenta
Cabeça coroada por algum cabelo branco escondido
Melhor que muita nova de cabeça vazia e cabelo tingido
Não põe sua felicidade na mão de nenhum homem bisonho
Trabalha, é independente, corre atrás do próprio sonho
Não implica com teus filhos, pois ela tem os seus
Sabe que filho é pra sempre, um belo presente de Deus.
Mulher de quarenta a vida te treinou, você agora dá aula
Sabe o que é amar, não aceita viver numa jaula
Gosta da boa leitura, aprecia um bom vinho
Com uma mulher de quarenta você não conversa sozinho
Você quer um amor tranquilo, que a cada dia só aumenta?
Não desgrude, valorize, a tua mulher de quarenta.
Raimundo Salgado Freire Júnior.
terça-feira, dezembro 01, 2015
Sentado ao Teu Lado
A lua desenhava um rastro de luz
Na superfície intrépida do oceano
O sol dourado beijava o horizonte
Despedindo-se daquele dia majestoso
Parece que o tempo parou, boquiaberto
Eternizando aquele cenário
Em nossas memórias felizes
Nossas pernas suspiravam trêmulas
Do banquete soberano dos casaisSegurava tua mão com força
Mas não tinha força pra segurar
A emoção que brotava pelos corpos
Você me beijava com os olhos
E eu te abraçava com meus sorrisos
Teus cabelos brilhavam mais que as estrelas
Que se aproximavam com o cair da noite
O silêncio cantava acordes de amor e alegria
Nenhuma palavra precisava ser dita
Pois o amor já havia feito seu discurso...
A noite se insinuava sorrateiramente
Anunciado que aquilo era apenas o prelúdio
De loucuras românticas e exageros
Infinitamente meticulosos e geniais
E não haveria neste mundo
Lugar melhor pra ficar, do que ali...
Sentado ao teu lado.
Raimundo Salgado Freire Júnior
quarta-feira, setembro 23, 2015
Enquanto Dormes
Enquanto dormes...
As oportunidades escorrem
pelos dedos teus;
Tempo precioso é
desperdiçado;
As ervas daninhas insistem
em crescer;
As amarguras se dilatam.
Enquanto dormes...
O lixo se acumula em tua
casa;
Tua flor não molhada definha
lentamente;
Teus livros não são lidos;
Tua história deixa de ser
escrita.
Enquanto dormes...
Os acordados sonham;
Lobos espreitam tua porta
invigiada;
A poeira da mesmice corrói
tua vida;
A decepção faz planos.
Enquanto dormes...
A vida cobra o preço da tua
inércia;
Vais te tornando invisível
aos poucos;
O tempo não tolera desaforos;
E a dor é o grande
despertador da vida....
Raimundo Salgado Freire Júnior
terça-feira, setembro 15, 2015
Meus Versos Escorpianamente Exagerados
Quando lês o que escrevo
Sinto a sede dos teus olhos
Lambendo cada sílaba
Dos meus versos hiperbólicos
Quando lês o que escrevo
Estás lendo a minha alma
Escondida atrás da minha cortina de carne
Sentada na confortável sala do meu coração
Quando lês o que escrevo
Fazes eu me sentir desnudado
Pois tu vês tudo que há em mim
Cada capítulo do meu eu
E mesmo quando escrevo meus barulhos
Meus versos escorpianamente exagerados
Você consegue ler até os meus silêncios
Desvenda os meus segredos impublicáveis
Por isso me encanta escrever pra te encantar
E enquanto minha imaginação for possuída
Por essa vontade descarada de escrever
Rasgarei o meu peito com minha caneta
E deixarei escorrer, como beijos, aos teus pés
Todos os versos que fiz pra você!
Raimundo salgado Freire Júnior
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