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quinta-feira, julho 23, 2015

O Tempo Parou Naquele Abraço



Por um átimo, o tempo parou naquele abraço
E como presa que não quer sair do laço
Me entreguei aquele momento inesquecível
Encontro de almas, uma alegria indescritível

Uma sublime sensação de paz e carinho
De proteção que só se encontra no ninho
Foi como ver estrelas em pleno dia
Instante iluminado, verdadeira epifania

Do meu abraço aflorou um sentimento
Que escondo no peito em aprisionamento
Até quando inutilmente resistirei a teu sorriso?
Se ele contém exatamente o que eu preciso.

Agradeço a você por aquele segundo infinito
Um lindo poema que ainda nem foi escrito
Fui arrebatado pelo toque suave da tua pele
Minha musa, meu sonho, minha deusa...

Raimundo Salgado Freire Júnior

sábado, maio 30, 2015

Musa da Delicadeza



Abriu a porta, toda reluzente
E o tempo obediente parou
Teu sorriso iluminou o ambiente
Meu coração, de contente, disparou

E eu ali estrategicamente sentado
Vejo entrar a musa do gesto delicado
Aproveito pra escutar tua respiração
Ler teus lábios com admiração

Analiso teu gesto elegante
Teus olhos, joia rara, brilhante
Encontrar a delicadeza do teu olhar
Foi como a praia que encontra o mar

Muito silêncio, tanto significado
Cabelo solto, cabelo amarrado
Uma calça preta, uma calça branca
E a tarde fica mais bela e franca

Quando não vens, os correderes
Mais parecem campos sem flores
Solitários desertos de beleza
Carentes, sem saudar vossa alteza

E vejo a maciez das tuas mãos nuas
Me perco, sonho beijando as duas
Sonhei com você, que era mais que amigo
Que no meu peito, um dia, faria teu abrigo

Nascia belo dia, e como cavalheiro medieval
Te conduzia a uma florida catedral
Brilhava teu rosto formidável e risonho
E ao teu lado realizava meu sonho.

Murchavam as ilusões da vida
E a minha musa inspiradora, querida
Minha quimera doce, delicada, inatingível
Disse sim, e meu sonho se fez possível...


Raimundo Salgado Freire Júnior




segunda-feira, setembro 30, 2013

Poesia: Musa Sem Poeta, Poeta Sem Musa



A musa inspira o poeta
Que faz poesia, produto da imaginação
O que não se sabe, nem porque razão
Se é o poeta que faz poesia sem perceber
Ou se a poesia é quem faz o poeta acontecer.

Seria a poesia a tentativa do poeta ser belo?
Seria a beleza a tentativa da musa ser poeta?
Aquela que sua beleza irradia
Que dá frescor à luz do dia
Aquele que inspirado escreve
Para que sua musa se enleve.

E nessa dicotomia entre beleza e poesia
Nesse encontro de almas em sintonia
Ele transforma em versos o seu amor
Ela se entrega sem medos, com todo ardor
Ele a coloca no pedestal que merece
Ela com beijos o enlouquece.

Todavia, há musa sem poeta
Que é bela pelo orgulho de ser bela
Sua beleza é triste, abjeta
Alegria enclausurada numa cela
Pobre musa sem poeta
Tua beleza é maquiada, analfabeta.

Todavia, há poeta sem musa
Que escreve pelo orgulho de escrever
Sua poesia é triste, confusa
São lágrimas ao anoitecer
São gemidos que antes não tinha
É um pobre rei sem rainha.


Raimundo Freire.







segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Homenagem a Paula Fernandes

Não bastasse o fato de ser linda, a nova musa da MPB Paula Fernandes tem uma voz celestial, toca violão muito bem, e no auge de seus 25 anos, já completou 13 anos de carreira, excelente compositora, tem uma história de vida digna de um filme holywoodiano. Batalhou por muitos anos e finalmente o grande público reconheceu o excepcional talentos desta Deusa. Veja que poesia na composição dela:
Vai se entregar pra mim,
Como a primeira vez.
Vai delirar de amor,
Sentir o meu calor,
Vai me pertencer...
Sou pássaro de fogo,
Que canta a teu ouvido.
Vou ganhar esse jogo,
Te amando feito um louco,
Quero seu amor bandido.
Minha alma viajante,
Coração independente,
Por você corre perigo...
Tô afim dos teus segredos,
De tirar o teu sossego,
Ser bem mais que um amigo...
Não diga que não.
Não negue a você.
Um novo amor, uma nova paixão.
Diz pra mim....
Tão longe do chão.
Serei os teus pés.
Nas asas do sonho,
Rumo ao teu coração.
Permita sentir,
Se entregue pra mim.
Cavalga em meu corpo,
Ó minha eterna paixão.
Música: Pássaro de Fogo (Paula Fernandes).

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