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sábado, maio 30, 2015
Musa da Delicadeza
Abriu a porta, toda reluzente
E o tempo obediente parou
Teu sorriso iluminou o ambiente
Meu coração, de contente, disparou
E eu ali estrategicamente sentado
Vejo entrar a musa do gesto delicado
Aproveito pra escutar tua respiração
Ler teus lábios com admiração
Analiso teu gesto elegante
Teus olhos, joia rara, brilhante
Encontrar a delicadeza do teu olhar
Foi como a praia que encontra o mar
Muito silêncio, tanto significado
Cabelo solto, cabelo amarrado
Uma calça preta, uma calça branca
E a tarde fica mais bela e franca
Quando não vens, os correderes
Mais parecem campos sem flores
Solitários desertos de beleza
Carentes, sem saudar vossa alteza
E vejo a maciez das tuas mãos nuas
Me perco, sonho beijando as duas
Sonhei com você, que era mais que amigo
Que no meu peito, um dia, faria teu abrigo
Nascia belo dia, e como cavalheiro medieval
Te conduzia a uma florida catedral
Brilhava teu rosto formidável e risonho
E ao teu lado realizava meu sonho.
Murchavam as ilusões da vida
E a minha musa inspiradora, querida
Minha quimera doce, delicada, inatingível
Disse sim, e meu sonho se fez possível...
Raimundo Salgado Freire Júnior
sexta-feira, maio 08, 2015
E Então, Que Quereis?
Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.
Vladimir Maiakóvsky
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